FERRAMENTA CLÍNICA DIDÁTICA

Escore HEART: calculadora de risco na dor torácica.

Calcule, compare e compreenda os escores HEART e TIMI com recursos visuais claros — sempre como apoio à avaliação clínica, nunca como substituto dela.

HEART 0–10 pontosTIMI 0–7 pontos6 semanas de horizonte HEART

Antes de começar: esta ferramenta é educativa. Dor torácica atual ou sinais de gravidade exigem atendimento urgente. Nenhum escore substitui avaliação médica nem o protocolo do serviço.

FERRAMENTA INTERATIVA

Como você quer calcular?

Selecione um escore, preencha os critérios e veja a classificação atualizar em tempo real.

01

Escore HEART

Cinco componentes · até 10 pontos

História 0–2 pontos
Quiz da história Orientação didática, não diagnóstica

Responda às cinco características. A sugestão não substitui a avaliação clínica da história.

Localização
Irradiação
Relação com esforço
Sintomas associados
Alívio
Explorador de ECG 0–2 pontos

Traçados esquemáticos para aprendizado; não representam um ECG diagnóstico.

Alterações inespecíficas incluem bloqueio de ramo esquerdo, hipertrofia ventricular esquerda, marca-passo ou efeito de digoxina. A classificação deve considerar o ECG real.

Idade 0–2 pontos
Fatores de risco

Selecionados: 0 fator(es) · 0 pontos. Nenhum = 0; um ou dois = 1; três ou mais ou doença prévia = 2.

Medidor de troponina 0–2 pontos

Informe ambos os valores; o limite deve ser maior que zero.

Use a mesma unidade nos dois campos. Unidades e ensaios convencionais ou de alta sensibilidade variam entre laboratórios. Até o limite = 0; acima do limite até 3× = 1; acima de 3× = 2.

ENTENDA AS FERRAMENTAS

O que cada escore considera?

H

HEART

Six e colaboradores · 2008

Componentes e pontos
História, ECG, idade, fatores de risco e troponina: 0, 1 ou 2 pontos cada; total de 0 a 10.
Como interpretar
0–3: baixo; 4–6: intermediário; 7–10: alto risco de eventos cardíacos adversos maiores em seis semanas.
Quando usar
Na contextualização de dor torácica em população avaliada no pronto-socorro.
Como usar, passo a passo
1. Avalie a história e o ECG. 2. Confira idade e fatores. 3. Compare a troponina com o limite do laboratório. 4. Some e contextualize.
Aplicações
Organizar a comunicação da estratificação de risco clínico.
Limitações
População estudada em pronto-socorro; história subjetiva; dependência do ensaio de troponina; desempenho potencialmente diferente em populações não estudadas.

Estima risco; não substitui avaliação médica nem o protocolo do serviço.

T

TIMI

Antman e colaboradores · 2000

Componentes e pontos
Sete critérios: idade ≥65, ≥3 fatores coronarianos, estenose ≥50%, aspirina em 7 dias, ≥2 episódios de angina em 24 horas, ST ≥0,5 mm e marcador positivo. Um ponto por critério; total de 0 a 7.
Como interpretar
0–2: baixo; 3–4: intermediário; 5–7: alto.
Quando usar
No contexto de angina instável e IAM sem supradesnivelamento do ST (IAMSSST), população para a qual foi desenvolvido.
Como usar, passo a passo
1. Verifique cada um dos sete critérios. 2. Atribua um ponto aos presentes. 3. Some. 4. Interprete a faixa no contexto clínico.
Aplicações
Estratificação padronizada nessa síndrome e comparação didática de componentes.
Limitações
Desenvolvido em população específica; marcador depende do ensaio de troponina; descrição dos sintomas pode ser subjetiva; desempenho pode variar fora da população estudada.

Estima risco; não substitui avaliação médica nem o protocolo do serviço.

GUIA CLÍNICO DIDÁTICO

O que é o escore HEART e quem o criou?

O escore HEART é uma ferramenta de estratificação de risco para pessoas com dor torácica avaliadas no pronto-socorro. O nome reúne as iniciais de History (história), ECG, Age (idade), Risk factors (fatores de risco) e Troponin (troponina). Foi apresentado por Six e colaboradores em 2008; estudos posteriores, incluindo Backus e colaboradores em 2013, examinaram seu desempenho em outras coortes. A soma vai de zero a dez pontos e estima a ocorrência de eventos cardíacos adversos maiores no horizonte de seis semanas. Trata-se de uma estimativa populacional, não de um diagnóstico individual.

Como calcular cada componente do HEART?

A história recebe zero ponto quando é pouco suspeita, um quando moderadamente suspeita e dois quando altamente suspeita. A avaliação considera o conjunto das características da dor e permanece sujeita ao julgamento clínico. O quiz desta página apenas organiza perguntas frequentes sobre localização, irradiação, esforço, sintomas associados e alívio. Nenhuma resposta isolada determina a classificação; uma apresentação atípica também pode ser relevante.

O ECG recebe zero se normal; um se houver alterações inespecíficas de repolarização, como bloqueio de ramo esquerdo, hipertrofia ventricular esquerda, marca-passo ou efeito de digoxina; e dois diante de desvio significativo do segmento ST. Os desenhos interativos acima são esquemas educativos, não substituem a leitura do traçado original. Idade inferior a 45 anos soma zero, de 45 a 64 anos soma um, e a partir de 65 anos soma dois.

Nos fatores de risco, nenhum fator vale zero; um ou dois valem um; três ou mais, ou doença aterosclerótica prévia, valem dois. Contam hipertensão, hipercolesterolemia, diabetes, obesidade com IMC acima de 30, tabagismo atual ou cessado há até três meses e história familiar de doença coronariana precoce em parente de primeiro grau com menos de 65 anos. Doença prévia inclui infarto, revascularização, AVC, AIT ou doença arterial periférica. Para aprofundar dois fatores, consulte as páginas de perfil lipídico e hipercolesterolemia e carga tabágica e exposição ao tabaco.

A troponina vale zero até o limite superior de normalidade do laboratório, um quando acima desse limite até três vezes o limite e dois quando ultrapassa três vezes o limite. Nesta página, os valores medido e de referência precisam estar na mesma unidade. Ensaios convencionais e de alta sensibilidade não compartilham necessariamente o mesmo limite. A avaliação da função renal em doença renal, contraste e interpretação da troponina pode acrescentar contexto, mas não corrige automaticamente o resultado do HEART.

Como interpretar as faixas de risco?

Uma pontuação HEART de zero a três é classificada como baixo risco; de quatro a seis, intermediário; e de sete a dez, alto. Estudos de coorte, como os de Six (2008) e Backus (2013), relataram proporções aproximadas de eventos cardíacos adversos maiores em seis semanas da ordem de 1 a 2,5% no grupo baixo, 12 a 20% no intermediário e 50 a 73% no alto. Esses intervalos variam conforme a população, o desfecho definido, o ensaio de troponina e o cenário de atendimento. Não são probabilidades personalizadas nem garantias para uma pessoa específica.

O horizonte de seis semanas

Dia 0Avaliação e pontuaçãoSemanas 1–3Acompanhamento nos estudosSemana 6Janela do desfecho estimado

Esta linha do tempo ilustra o período observado em estudos, não um calendário de condutas.

HEART x TIMI: qual é a diferença?

Embora ambos organizem informações clínicas relacionadas à síndrome coronariana aguda, não medem exatamente a mesma coisa nem devem ser tratados como equivalentes. O HEART combina cinco domínios com zero, um ou dois pontos cada, em pessoas com dor torácica no pronto-socorro. O TIMI para angina instável e infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do ST, ou IAMSSST, soma sete critérios binários. Foi derivado por Antman e colaboradores em 2000 no contexto dessa síndrome, e não como substituto universal do HEART.

No TIMI, cada um dos seguintes itens vale um ponto: idade de 65 anos ou mais, pelo menos três fatores de risco coronariano, estenose coronariana conhecida de pelo menos 50%, uso de aspirina nos últimos sete dias, dois ou mais episódios de angina em 24 horas, desvio do ST de pelo menos 0,5 mm e marcador cardíaco positivo. Zero a dois pontos formam a faixa baixa; três a quatro, intermediária; e cinco a sete, alta. A opção “Comparar escores” exibe os dois resultados lado a lado, sem converter uma faixa em percentual da outra.

Quando usar e como usar os escores?

O HEART foi concebido para contextualizar o risco em pessoas com dor torácica avaliadas em serviço de urgência. Primeiro, reúna uma história clínica e um ECG reais; depois, confira idade e fatores de risco; por fim, identifique o resultado de troponina e o limite do ensaio utilizado. Pontue cada domínio e some os cinco números. Para TIMI, verifique individualmente a presença de cada um dos sete critérios na população à qual ele se destina e some os itens positivos. Em ambos os casos, interprete o resultado no contexto da avaliação médica e do protocolo local, sem transformar a categoria em uma decisão automática.

Quais são as limitações dessas calculadoras?

O HEART foi estudado sobretudo em populações de pronto-socorro; o TIMI foi desenvolvido em um grupo específico com angina instável ou IAMSSST. A aplicação a pessoas não estudadas pode produzir desempenho diferente. A história clínica tem componente subjetivo, o ECG depende de interpretação apropriada e os resultados de troponina dependem do ensaio, da unidade, do limite do laboratório e do momento da coleta. Dados incompletos impedem um HEART completo. Além disso, riscos percentuais extraídos de coortes não descrevem com precisão o destino de cada indivíduo. Dor torácica pode ter outras causas importantes: a escala de Wells para embolia pulmonar como diagnóstico diferencial é outra ferramenta contextual, não uma extensão do HEART.

Quando procurar atendimento de urgência com dor torácica?

Procure avaliação urgente se a dor no peito for nova, intensa, persistente ou preocupante, especialmente se vier com falta de ar, suor frio, desmaio, fraqueza importante, náusea ou irradiação para braço, mandíbula ou costas. Sintomas podem ser diferentes entre pessoas; a ausência de uma característica “típica” não exclui um problema grave. Se estiver acontecendo agora ou houver sinais de gravidade, acione o serviço local de emergência, como o SAMU 192 no Brasil. Não espere o resultado desta ferramenta para buscar ajuda. Os escores estimam risco e não substituem avaliação médica nem o protocolo do serviço.

PERGUNTAS FREQUENTES

O que mais você precisa saber?

O escore HEART confirma um infarto?

Não. O HEART estima a probabilidade de eventos cardíacos adversos maiores em uma população semelhante à estudada, mas não confirma nem exclui infarto individualmente. A interpretação depende do contexto clínico, do ECG, do ensaio de troponina e do protocolo local. Sintomas preocupantes exigem avaliação presencial, independentemente da pontuação.

Qual é a diferença entre HEART e TIMI?

O HEART atribui até dois pontos a cada um de cinco componentes: história, ECG, idade, fatores de risco e troponina. O TIMI para angina instável e IAM sem supradesnivelamento atribui um ponto a cada um de sete critérios. Eles foram desenvolvidos em contextos diferentes e seus resultados não são intercambiáveis.

Posso calcular HEART sem troponina?

Não é possível obter a pontuação HEART completa sem o componente troponina. Deixar esse campo em branco nesta calculadora impede a apresentação de um resultado final. Mesmo com o exame disponível, é essencial usar o limite superior de normalidade específico do laboratório e considerar o momento da coleta e o protocolo do serviço.

Como interpretar a troponina de alta sensibilidade?

Informe o valor medido e o limite superior de normalidade informado pelo mesmo laboratório, usando a mesma unidade. A ferramenta calcula a razão entre eles apenas para pontuar o componente HEART. Ensaios convencionais e de alta sensibilidade têm limites diferentes; uma razão isolada não substitui a interpretação clínica nem avaliações seriadas previstas no protocolo.

O que conta como fator de risco no HEART?

São considerados hipertensão, hipercolesterolemia, diabetes, obesidade com IMC acima de 30, tabagismo atual ou interrompido há até três meses e história familiar de doença coronariana precoce em parente de primeiro grau antes dos 65 anos. Doença aterosclerótica prévia também importa e, nesta ferramenta, leva diretamente à categoria de dois pontos.

O risco baixo significa que não preciso procurar atendimento?

Não. Baixo risco é uma categoria estatística, não uma garantia de ausência de doença ou autorização para deixar de procurar atendimento. Dor torácica nova, intensa, persistente ou acompanhada de falta de ar, suor frio, desmaio ou mal-estar importante precisa de avaliação urgente, independentemente do resultado da calculadora.

Para quem esses escores foram estudados?

O HEART foi estudado principalmente em pessoas com dor torácica avaliadas em pronto-socorro. O TIMI foi desenvolvido para angina instável e infarto sem supradesnivelamento do ST. O desempenho pode variar em outros cenários e populações; diferenças no ensaio de troponina e na interpretação da história clínica também afetam a pontuação.